26/02/11

O carácter internacionalista do povo português


Se tem um problema intrincado, vê-se grego.
Se não compreende alguma coisa, aquilo é chinês.
Se trabalha de manhã à noite, trabalha como um mouro.
Se vê uma invenção moderna, é uma americanice.
Se alguém fala muito depressa, fala como um espanhol.
Se alguém vive com luxo, vive à grande e à francesa.
Se alguém quer causar boa impressão, é só para inglês ver.
Se alguém tenta regatear um preço, é pior que um cigano.
Se alguém é agarrado ao dinheiro, é pior que um judeu.
Se vê alguém a divertir-se, está a gozar que nem um preto.
Se vê alguém com um fato branco vestido, parece um brasileiro.
Se vê uma loura alta e boa, parece uma autêntica sueca.
Se quer um café curtinho, pede uma italiana.
Se vê horários serem cumpridos, trata-se de pontualidade britânica.
Se vê um militar bem fardado, parece um soldado alemão.
Se uma máquina funciona bem, é como um relógio suíço.
Mas quando uma coisa corre mal, é à “portuguesa”.

Retirado da Revista “Miriam”, Agosto/Setembro, 2010

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