05/10/13

Cultura judaica em S. Vicente de Pereira?

A propósito do texto publicado no jornal “João Semana” de 15 de junho de 2012, com o título “Culto judaico em S. Vicente de Pereira?”, e enquanto aguardamos a opinião de reconhecidos especialistas na matéria, aqui deixamos algumas notas relacionadas com o assunto em causa. [CLIQUE NO LINK, A AZUL, PARA LER O REFERIDO ARTIGO]

O Aron Hakodesh (armário da Lei), com duas secções: a de cima para guardar o Livro
Sagrado, a Torah, ou Livro da Lei; a de baixo para guardar outros objetos de culto;
 ao alto, a cruz cristã, como nítido acrescento, identificadora da religião que,
como cristãos novos (antigos judeus sefarditas) adotaram

Em meados do século XII, quando da fundação de Portugal, os judeus já por aqui negociavam, habitando em localidades importantes como Santarém, Coimbra e Lisboa, aumentando em número, mercê da política de povoamento seguida pelos nossos primeiros reis.
Por decreto real de 1319, nas povoações onde houvesse mais de 10 seguidores da religião de Abraão e Moisés, teriam eles de viver em bairros próprios, podendo ter aí a sua sinagoga. No Porto, acantonaram-se primeiro no morro da Sé, e em 1386 na Judiaria do Olival, freguesia da Vitória, onde ainda se conserva, na casa que foi Sinagoga, o ekhal, ou nicho da Torah (Pentateuco).
Com a Inquisição em Espanha, introduzida em 1478 pelos “Reis Católicos” (Fernando e Isabel), foram muitos os judeus que se refugiaram em Portugal.
D. Manuel I, que começou a reinar em 1495, apercebendo-se do perigo que tantos judeus poderiam constituir para Portugal e para a conservação da pureza da fé, e, segundo outras interpretações, cobiçando as suas riquezas, publicou em 1496, apesar das reservas postas pela Santa Sé, um édito de expulsão. Só em 23 de maio de 1536, perante a forte pressão de D. João III, o Papa permitiu o estabelecimento do Tribunal do Santo Ofício no nosso país, com vista à denúncia e julgamento de suspeitos de heresia ou desregramento moral, a que se seguiriam, no caso dos judeus, a expulsão, o batismo, ou, em caso de condenação, a entrega ao tribunal secular.
No caso da família de S. Vicente de Pereira, deverá ter havido sinais de conversão e, dada a aceitação do Batismo, a licença de permanecer em território português. (Texto: Manuel Pires Bastos)

CLIQUE NO LINK PARA LER O ARTIGO PUBLICADO NO JORNAL "JOÃO SEMANA": http://artigosjornaljoaosemana.blogspot.pt/2012/06/culto-judaico-em-s-vicente-de-pereira.html

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