04/12/12

NATAL


É Natal.
As cidades e as casas
Vestem galas de luzes e de cores.
Nas guerras fazem pausa os contendores,
E cada coração se expande em graça.

Mistura-se o interesse ao sentimento
Num abraço efémero e profundo
Que às vezes enobrece o fingimento
Do rico que consola o "vagabundo".

Natal, quantas vezes repetido,
Mas sempre a motivar tanta ternura!
Quem dera que tu fosses assumido
Por quem, no desamor, vive à procura.

Natal.
Quero ver-te, enfim, chegar,
E não só como sinal de bonomia
Do "menino" que me baila na retina.

Memória da inocência original,
Revejo-Te em Belém e no meu lar:
 Filho de Deus e filho de Maria.

António Poças

Desenho do jornalista Fernando Pinto

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