25/07/14

Dia do Padroeiro de Ovar - 25 de julho





Em 25 de julho celebramos a festa de São Cristóvão, padroeiro de Ovar.
A celebração far-se-á na Eucaristia das 19 horas, que será presidida pelo Sr. D. João Lavrador, Bispo Auxiliar do Porto, acompanhada musicalmente pelo Grupo Coral da Paróquia, com a presença das autoridades locais.



O PADROEIRO DE OVAR

Desde há oito séculos, pelo menos, que S. Cristóvão é o Padroeiro de Ovar.
À sua vida real, desconhecida, sobrepõem-se duas versões lendárias.
Uma, de origem grega, apresenta-o como um bárbaro, convertido ao cristianismo. Alistado no exército imperial de Roma, quiseram os seus superiores que renegasse a fé. Recusando-se a tal, foi supliciado e morto.
Segundo a versão lendária ocidental, Cristóvão era um gigante, com a mania das grandezas. Colocando-se ao serviço de um rei que lhe afiançaram ser o mais poderoso do mundo, jurou que jamais aceitaria servir outro. Porém, desfeiteado e ferido no seu orgulho ao saber que Satanás era muito mais poderoso do que o rei que ele servia, logo se colocou ao seu serviço.
Finalmente, ouvindo dizer, por um monge eremita, que Cristo era muito mais poderoso, pediu-lhe que o preparasse a fim de O conhecer melhor e de O servir. Foi aí que o ermitão o convenceu de que Deus apreciava os homens não pela força muscular, intelectual ou outra, mas pela bondade que mostravam para com o próximo.
Cristóvão, não obstante a arrogância e o orgulho a que se tinha habituado, acabou por entender a mensagem. A partir de então, dedicou a sua vida ao serviço do próximo, atravessando pessoas entre as duas margens de um rio.
Aconteceu que, numa noite escura e tempestuosa, um menino lhe pediu que o transportasse. O gigante pegou nele com facilidade, repetindo, pela milésima vez, aquele gesto benfazejo. Só que, a meio da travessia, algo de muito estranho passou a tolher-lhe as forças, vergando-lhe as pernas. Não era a força da correnteza nem nenhuma doença súbita a roubar-lhe as forças. Era o menino que pesava cada vez mais!....
A custo, intrigado e quase exausto, prestes a dar parte de fraco, lá conseguiu chegar à margem. Já a salvo, desabafou: 
 «O mundo não é mais pesado do que tu, meu rapaz! Nunca vi coisa assim. Afinal, quem és tu?».
– «Tiveste às costas mais do que o mundo inteiro» – respondeu o menino. «Transportaste o Criador dele. Sou Jesus a quem tu serves».

Segundo esta lenda, Cristóvão, que já servia os outros com dedicação e amor, passou a entregar-se ainda mais à sua tarefa, pois percebeu que ao carregar os outros às costas era como se transportasse o próprio Cristo.
Serviu até dar a vida, sofrendo o martírio, em data incerta do séc. III.
Bem se lhe podem aplicar as palavras de Lacordaire, por certo também inspiradas no significado etimológico do nome deste santo:
– «Cristão é todo o homem a quem Cristo confiou os outros homens».

S. Cristóvão e a devoção popular 
É o patrono dos viajantes motorizados e das crianças nos seus triciclos. É comemorado, segundo o martirológio, em 25 de Julho. A imagem enorme deste “porta-Cristo” encontra-se na parede de muitas igrejas do Ocidente. A devoção popular achava que quem olhasse S. Cristóvão (na sua imagem) estava resguardado de qualquer desgraça para esse dia. Por isso era representado com enormes dimensões, a fim de poder ser visto à distância. 

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