02/06/15

FÁTIMA – A caminho do centenário

Há 10 anos, o saudoso Manuel Cascais de Pinho dirigiu ao Pároco de Ovar o seguinte texto, que achamos oportuno dar a conhecer, tal como a identificação do remetente, agora que se passaram vários anos após a sua morte.

“Senhor abade:
Entre os muitos autógrafos que possuo, integrando vultos nacionais, do maior valor no nosso País, por um deles tinha muito carinho especial: um cartão escrito pela Irmã Lúcia em Abril de 1956!
Esta Vidente poderá ser tida e apreciada sob várias facetas – nos nossos dias, como em todos os tempos, há críticos, detratores e fanáti­cos – mas nestes três quartos de século, tempo portanto bem longo com tremendas convulsões mundiais, Ela, pela sua dedicação a Deus e pela mensagem que transmitiu e profundamente penetrou na alma do Povo, não pode deixar de ser considerada.


Deste cartão, só conhecido de um número muito restrito de pessoas, entendi que lhe deveria dar conheci­mento, e por isso lhe tele­fonei anteon­tem.
A seu res­peito fará o que melhor entender já que eu não me sinto ca­paz. Ora, para além de tudo o mais, sobre o modo simples, sincero, elevado mas humilde como Ela o faz, quem melhor que o Senhor Abade para o fazer, se assim o entender?
Se tal acontecer, uma coisa lhe peço: não diga quem é o feliz possui­dor de tão precioso documento. Um simples e singelo “em poder de um vareiro” é suficiente.
De outra forma, certamente outros e outros mais o quisessem ver e poderia acontecer o que uma vez sucedeu com um autógrafo de um grande escritor português: quando o mostrei a um admirador da sua obra, pediu-me autorização para o retirar da bolsa de plástico onde se encontrava. Dada a permissão, perante a minha surpresa, vi-o beijá-lo, e no seu rosto uma visível satisfação… É que tinha beijado o local onde a mão do seu escritor preferido se encostara para escrever!...
Veja-se! Se isso acontecesse com este documento, pouco tempo depois já não existiria…
E é tudo. Disponha sempre do Manuel Cascais Pinho

Ovar 18/2/2005”

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