17/11/16

Encerramento do Jubileu na Paróquia

Há a misericórdia que nasce do coração (cor). É a verdadeira praticada com o pobre (miser) e que se deve praticar sempre que alguém precise de ajuda. Foi nesta perspetiva que foi criada a primeira misericórdia em Portugal (1498) pela devota rainha D. Leonor, esposa de D. Manuel I. Mui­tas terras foram aderindo aos estatutos “Santa Misericórdia de Lisboa”. 
Ovar teve misericórdia mas não nos moldes da de D. Leonor, funcio­nando com regras estabelecidas localmente entre a Paróquia e a admi­nistração local, de que ficou tradição pelo funcionamento da celebrada “barca da Misericórdia” e pela construção do primeiro Hospital de Ovar.

No jubileu da Misericórdia, mais do que falar da Misericórdia de Deus para connosco, que sabe­mos ser infinita, há que olhar para a misericórdia que não praticamos, por omissão, quer com os mais frágeis, quer na sociedade ou na Igreja. Foi esta a mensagem dirigida pelo Pároco de Ovar aos numerosos católicos que quiseram celebrar, publicamente, o Jubileu da Miseri­córdia da Paróquia.


O encerramento do Jubileu da Misericórdia no domingo, 13 de novembro, teve início pelas 15 horas na Igreja da Santa Casa da Misericórdia, continuando com uma peregrinação silenciosa até à Igreja Matriz, repleta de fiéis, que participaram na Eucaristia festiva, concelebrada pelos párocos de Ovar e Arada, animada por um coro da Paróquia, com representação das obras e associações religiosas da comunidade. 


Os ritos iniciais da celebração foram acompanhados pelos fiéis no exterior e no interior da Igreja da Misericórdia.



O Cortejo com crianças e adultos eram intercalado pelas insígnias dos movimentos da Paróquia, a começar pela Catequese, acólitos e escuteiros.


Estão de parabéns os Catequis­tas e as crianças, suas educandas, com as suas famílias, as Irmanda­des, escuteiros, a PSP, que orientou o trânsito, e outros auxiliares e servidores da Paróquia.
O tempo, que na véspera esteve chuvoso, apresentou-se cálido e convidativo, bem próprio de um clássico verão de São Martinho. 




O Jubileu da Misericórdia não terminou neste dia com a entrada da Porta Santa da Igreja Jubilar. Esta ficou aberta para que os paroquianos de São Cristóvão de Ovar continuem a entrar na sua Igreja Matriz, lembrando a inserção de cada um na comunidade cristã.



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para ver a abertura da Porta Santa
(20 de dezembro de 2015)
Fotos: Fernando Pinto

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