VIAGENS DA PARÓQUIA - Estrangeiro [parte 2]

Cuba 2018 | Vietname 2017
.......................................................................................................

CUBA 2018
De Ovar a Havana (de 21 a 29 de agosto)

Vinha de longe o desejo de visitar Cuba, a Pérola das Caraíbas, e a maior ilha das Antilhas, com 1300 km de comprimento. Pelas vicissitudes da sua vida social e política, estruturada de forma diversa da europeia, mas também pela fama de que gozam as suas cidades históricas e os seus monumentos, pelas suas praias relaxantes, pela peculiaridade das suas tradições, moldadas no calor das suas músicas coleantes.

O grupo de Ovar (Clique na foto para aumentar)

A todas essas expetativas correspondeu o programa, deliberadamente breve, que a Paróquia de Ovar e a agência Club Tour proporcionaram a um grupo de amigos, que desde há bastantes anos vêm partilhando um convívio anual quase familiar.


Viagem longa (cerca de 8 mil quilómetros), mas repousante, quer na hora e meia em que nos levou do Porto a Madrid, quer nas dez horas ininterruptas em que voámos melhor diria planámos –, por entre nuvens de macio algodão, com mais de 300 companheiros, no bojo enorme do Ángel Nieto, um Airbus A330 da Air Europa.



Saídos de casa no início da manhã, foi possível, pela precisão dos fusos horários, chegar a Cuba a meio da tarde, proporcionando-nos mais quatro horas do dia.



Cidade de Havana (22 de agosto de 2018)


A cidade de Havana, atual capital de Cuba, Património da Humanidade, foi fundada em 1515, quando Espanha e Portugal tinham já negociado os limites das terras que iam descobrindo, preserva, na zona antiga, dos palácios e dos monumentos, das ruas e das "bodeguitas", da Plaza de Armas e da Plaza Vieja, das tradições e das artes patentes nas suas Igrejas e museus, a calle 23, coração da cidade, e a Plaza da Revolucion, onde pontificam os construtores de Cuba atual: Marti, Guevara e Fidel.

A Praça Velha, com o antigo Convento de São Francisco, transformado em Museu da Cidade

Do antigo convento restam o claustro e sacristia

Reprodução de um engenho de cana de açúcar

Prova de rum, no Museu

Uma rua típica, com uma das sete cruzes dos Passos


Luís de Camões na frente da Universidade

Personalidades históricas de Cuba

São Cristóvão, a Catedral de Havana

Na Praça da Revolução: carros americanos são coqueluche do turismo cubano



Pinar del Rio (23 de agosto de 2018)

A província de Pinar, fértil na cultura do tabaco, orgulha-se das suas casas típicas e das suas escolas.


Fábrica de Tabaco, em Pinar del Rio
Preparando o tradicional charuto cubano

A província de Pinar del Rio oferece paisagens desta natureza



Vale de Viñales
 
Dali seguimos para o Vale de Viñales, rodeado de proeminências rochosas – as "Mogotes" –, gruta numa das quais Leovigildo González Morillo pintou o "Mural da Pré-história", que tenta representar a evolução da vida ao longo das eras.

"Mural da Pré-história", de Leovigildo González Morillo, em Vale de Viñales

De visita à gruta do Índio, com seus subterrâneos estreitos, navegámos no seu lençol de água, que nos permitia um relaxante passeio de barco.


 
Guamá, Santa Clara e Sancti Spiritus (24 de agosto de 2018)
 
O dia 24 começou com a visita ao Parque Nacional de Montemar, a maior zona húmida das Caraíbas, na região de Guamá, com um passeio pela vasta lagoa del Tesoro, onde se protegem os crocodilos e se comercializa a sua pele, com visita a Taina, com 32 escultores representando as variadas atividade dos primitivos habitantes.

Viveiro de crocodilos no Parque Nacional de Montemor, na região de Guamá

Memorial Che Guevara

E foi a passagem por Santa Clara, com o cenário de destruição quando, em abril de 1961, se deu a invasão da "Baía dos Porcos", onde Che Guevara, vitorioso, permitiu a liderança de Fidel.

Sancti Spiritus é a cidade cujo nome evoca, em latim, o Espírito Santo, uma reminiscência viva do tempo colonial (data de 1514), com aproveitamento do barro para a construção de casas, ponte (a famosa ponte sobre o rio Yayabo, monumento nacional de Cuba), e monumentos locais Iglesia Mayor e o Teatro.

Trindade (25 de agosto de 2018)

Trindade é a cidade que consegue manter, ao lado de casas simples e coloridas e de gente sofrida, de arquitetura ingénua, ruas estreitas e de pedras roladas, com as suas bodeguitas, habitações senhoriais dos séculos XVII e XIX, a partir da revolução de Guevara, pelas classes proletárias.

Catedral de Trinidad

Rua caraterística de Trinidad, na zona da Catedral

Típica calçada e jardim

Casas típicas, com traça colonial
Uma bodega


O povo cubano continua a viver em tempos de racionamento


Vale dos Engenhos
No miradouro do Vale dos Engenhos, considerado Património Mundial, pudemos imaginar os pequenos castelos donde se abarcava toda a enorme extensão da produção do açúcar, com o suor de multidões de escravos.



Visita a uma olaria, numa região onde o barro é abundante
 
Cienfuegos (26 de agosto de 2018)
 
Cienfuegos (a "pérola do sul"), era o nome de um antigo guerrelheiro cubano que deu o nome à cidade, Património Mundial. Esse pioneiro, tal como, mais tarde, Marti, inspirou a independência de Cuba, libertando-a de franceses e espanhóis, mas permitiu que nos nossos dias passasse a ser um regime de inspiração soviética, sob as armas de Che e de Fidel.

Catedral de Cienfuegos
 
Praça Jose Marti (edifício do governo)

Palácio de Valle

A caminho de Varadero



Varadero


Os dois últimos dias foram reservados para conhecer e admirar as apelativas praias de Varadero, em contínuo e crescente desenvolvimento turístico. 





.......................................................................................................
VIETNAME (2017)

País exótico em clima de paz

O Vietname de hoje, cordato e unido, pouco tem a ver com aquele que há dezenas de anos foi motivo de preocupação para o mundo, devido à luta ali travada pelas duas grandes potências mundiais: a Rússia (a norte) e os Estados Unidos (a sul). Com a sequente saída dos EUA e o entendimento patriótico dos vietnamitas, hoje o país vive unido, numa democracia de um só partido (o comunista), com cerca de 80 milhões de habitantes, acantonados à volta de Hanói (a capital, a  norte, com 6 milhões de habitantes) e a antiga Saigão (hoje Ho Chi Minh, com 8 milhões, o principal núcleo comercial e industrial do país), tendo ao centro uma região histórica (Hué, Danang), onde se adivinham as suas raízes culturais.
Para ali chegar, houve que voar 4h30 até Istambul, na Turquia, onde se tocam a Europa e a Ásia (estreito do Bósforo), e mais 9 horas até Hanói, onde chegámos à noite (mais 6 horas do que em Portugal).

Hanói, a Paris do Leste

Hanói, a Paris do Leste, conserva um ar parisiense, e a sua catedral reflete o que permaneceu do cristianismo da era colonial francesa, marcado, desde o século XVII, pelo sangue de muitos mártires.

No dia 23 de agosto, um passeio em tuc-tuc pelas ruas típicas da zona antiga da cidade, com seus monumentos e pagodes budistas, uma incursão em barco de junco, no Rio Vermelho, e um espetáculo de marionetas serviram de descanso e de preparação para a grande viagem do dia seguinte ao longo da bacia do Rio Vermelho, através de vastíssimos campos de arroz, produto que o Vietname exporta para todo o mundo, a caminho da Baía de Halong, Património da Humanidade, que visitámos em viagem de Cruzeiro, com refeições e dormida a bordo.

Ruas movimentadas, particularmente com motorizadas, contrastando com as ruas típicas

Tartaruga, ícone cultural vietnamita

Artesanato

Escrita multissecular

Pagode

Fachada criativa

Marionetas

Túmulo de Ho Chi Minh

Campos de arroz

Cidades imperiais

No dia 24 (5.ª feira), continuando o Cruzeiro pelas ilhas de Tuan Chau, entre outras, com a gruta da surpresa. Partida, em avião, de Hanói para Danang, no centro do país, após 1h20 de voo.
My Son, cidade imperial da dinastia Chan (séc. IV-XII), mostra as ruínas de 65 conjuntos arquiteturais, também classificados como Património da Humanidade.
Hoi An orgulha-se dos seus 2200 anos de história, do seu porto comercial, das suas lojas de artesanato  são famosos os seus alfaiates –, dos seus 800 templos e casas históricas e da sua Ponte Coberta Japonesa.

Barcos de Cruzeiro

Rochas (ilhotas) com formas diferentes

Tartaruga

Grupo de barco

Rosto de perfil

Gruta da surpresa

Concurso de culinária no barco, ao anoitecer


Ostras

Igreja católica

Mártires do Vietname

O autocarro do grupo de Ovar



Ruínas da cidade imperial


Danças vietnamitas

Ponte japonesa

Saída da ponte


Flor de Lótus

Hué, a capital cultural

Após Hai Van Pass, limite geográfico e psicológico entre o norte e o sul, encontrámos a sua Montanha de Mármore, onde se contam cinco montes sagrados com dezenas de santuários budistas e um moderno Museu de Cultura Cham. 
Pouco depois, na fronteira com o rio Perfume, a cidade de Hué, antiga capital imperial, também Património da Humanidade, ainda hoje considerada a capital cultural do Vietname, com 12 universidades, e que foi, a partir de 1687, a capital dos Viets do Norte, governados por 13 imperadores (até 1945), que ali têm os seus túmulos.


Pagode Thien Mu (1601), também conhecido como o Pagode da Dama Celestial


No túmulo imperial

Mercado




Vendedor ambulante

Ceia num restaurante

Saigão – Antiga pérola do Oriente

Saigão, antiga pérola do Oriente, no delta do Mekong, é a Ho Chi Minh, de hoje, a cidade mais desenvolvida e modernizada do país, com o palácio da reunificação e a Sé Catedral católica, onde participámos na Missa das 8h30, uma celebração bem preparada e muito bem participada por crianças, jovens e adultos, seguida de passeio à cidade com passeio de barco no rio Perfume. Visita ao pagode de Thien Mu (1601), de monges pacifistas, e aos mausoléus dos imperadores Minh Mang e Khai Dinh.
O dia continuou no Delta do Mekong - o celeiro do Vietname, pela extensão de terras férteis e de pequenas ilhas cultivadas do rio Tien –, onde provámos frutos exóticos.


Hué - Catedral Phu Cam (Imaculado Coração de Maria, 1963-2000)




Museu etnográfico



O guia



Antigo Palácio Imperial

Visita ao Museu de Belas Artes e Templo da Literatura
(1.ª Universidade do Vietname, de 1076)


Almoço

Delta de Mekong

Rio Tien


Frutos exóticos

Pitaia ou fruta-dragão


Futura sede do Metro

Músicos

Túneis de Cu Chi 

Chegada a My Tho, com passeio no rio Tien, passando pelas ilhas do Dragão, Unicórnio, Tartaruga e Ben Tre. A manhã do dia 29 foi dedicada a visitar a famosa zona dos Túneis subterrâneos de Cu Chi (200 quilómetros), onde soldados vietcong controlaram no final da década de 60, a guerra, primeiro com as tropas francesas e, depois, com as americanas. Depois de uma passagem pelo mercado de Ben Thanh, foi o regresso de avião, em Hanói, para dali partirmos, fatigados mas cheios de boas recordações, para Istambul e para o Porto.


Forte

Tanque americano (1970)

Soldado no túnel

Motorizadas

Estação


Aeroporto (orquídeas do Vietname)


Fotos: Manuel Pires Bastos, Sofia Nunes e de Suu Le Dinh (guia Enrique)


Clique AQUI
para ver as viagens dos anos anteriores

Sem comentários: